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Deputado defende incentivos para o comércio exterior


“Não se pode mudar a toda hora alíquota, câmbio, desoneração. Há riscos, insegurança. O governo tem de ter esse foco, ter dinheiro para a exportação. O que é mais importante: fazer portos em outros países ou investir no Brasil a fim de gerar emprego dentro do País?”, questionou Molling.
Ele é um dos deputados que solicitaram audiência pública com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, que ocorre neste momento. O debate é promovido pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Na reunião, Armando Monteiro defendeu a priorização do comércio exterior como um dos caminhos para a retomada do crescimento brasileiro. Deputados consideraram a postura do ministro bastante otimista e questionaram como impulsionar a pauta em um cenário de ajuste fiscal. “Quais seriam as fontes de financiamento tendo em vista o ajuste? Quais os desafios? Nossa pauta de exportação é de commodities”, observou, por exemplo, a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores.
Para Armando Monteiro, um incentivo que se justifica neste momento é o aporte do Tesouro à ampliação das exportações brasileiras. “Esse objetivo se conforma ao ajuste.Tudo o que o Brasil puder fazer para melhorar infraestrutura e logística será benéfico para o comércio exterior”, disse o ministro.
Já o deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), outro parlamentar que solicitou a audiência, pediu melhores condições tributárias para as pequenas e microempresas no Brasil. O ministro defendeu, entre outros pontos, mudanças na cobrança de ICMS, por exemplo, a fim de se acabar com a guerra fiscal entre os estados. “O Brasil precisa engajar as pequenas empresas e oferecer instrumentos para formar consórcios de exportação. Apenas 20 mil empresas exportam hoje no País.”
Eletrônicos
O deputado William Woo (PV-SP) defendeu mais atenção do Brasil à indústria de eletrônicos. Ele disse que o Brasil está perdendo espaço para a China e corre o risco de perder esse espaço também na indústria automobilística. Nesse setor, ainda forte no País, corre-se o risco, segundo ele, de termos de importar tecnologia e peças e fazer apenas a montagem no Brasil.
Em resposta, o ministro Armando Monteiro disse que um país que se pretende importante tem de se habilitar no setor tecnológico. “Um país que não se habilita nessa área perde em competitividade.”

Fonte: Fonte: Agência Câmara Notícias