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SANTOS GANHA SIMULADOR INÉDITO NA AMÉRICA LATINA


Reproduzir as experiências, os riscos e as necessidades que envolvem os embarques, os desembarques e a movimentação de cargas em um terminal marítimo é o objetivo do primeiro laboratório de simulação de operações portuárias da América Latina, que será inaugurado hoje, às 11 horas, na Escola Senai Antonio Souza Noschese, na Vila Mathias, em Santos. Na instalação, os alunos vão aprender a operar quatro dos mais modernos aparelhos utilizados no transporte de contêineres no Porto de Santos.
A cerimônia contará com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Estado, paulo Skaf.
Nesta manhã, a escola, a escola também irá inaugurar seu laboratório de áreas classificadas por risco de explosão e uma oficina de panificação, todos na mesma unidade. Os três espaços representam um investimento de R$ 3,96 milhões. Apenas o laboratório voltado ao ensino portuário custou R$ 2,7 milhões e utiliza tecnologia norte-americana. Ele permitirá a capacitação de operadores de carga e de guindastes portuários e offshore.
Por enquanto, os equipamentos de simulação serão destinados a alunos de dois cursos: Técnico em Portos e Operador de Empilhadeiras. Mas a escola já planeja abrir vagas de capacitação para outros públicos interessados.
O laboratório portuário ocupa três salas, sendo duas delas utilizadas por alunos e outra, por professores. Como em todo simulador, a ideia é reproduzir com fidelidade os movimentos operacionais.
A diferença neste caso é que até quatro equipamentos podem ser utilizados pelos estudantes simultaneamente e os aparelhos contam com as mesmas tecnologias e estruturas das máquinas encontradas em terminais de contêineres.
O primeiro contato dos alunos com o simulador ocorre na sala onde estão as quatro réplicas fieis de equipamentos de movimentação de caixas metálicas. Para aprender o processo de acoplagem e empilhamento de contêineres, os alunos utilizam o aparelho que reproduz um portêiner do tipo Super Post-Panamax, que operam os maiores navios no planeta, com 22 ou mais fileiras de contentores.
Os alunos, também podem simular a operação de empilhadeiras Reach Stacker, pilotando o equipamento com a utilização de pedais, marchas, volante. Todos os comandos podem ser dados em português ou inglês, como acontece no dia a dia das operações portuárias.
Outro equipamento reproduzido é o RTG, um pórtico que se desloca sobre pneus e é utilizado para movimentar contêineres nos pátios de terminais. O quarto aparelho simula um guindaste MHC sobre pneus, usado para deslocar contêineres e cargas de projeto peças industriais de grandes dimensões) em pátios de armazenagem e no cais.
REALISMO
Em uma segunda sala do laboratório, está a menina dos olhos do Senai, um simulador com dez televisores de 65 polegadas, capazes de reproduzir em 180 graus o cenário de um terminal de contêineres. O espaço conta com câmeras e rádio para contato visual com conferentes de pátio, exatamente como acontece no mundo real.
No equipamento, a cadeira do operador fica sobre uma plataforma vibratória, que simula uma eventual trepidação durante os trabalhos. O sistema ainda reproduz as condições climáticas que podem prejudicar as operações, como chuva e neve, de modo a preparar os estudantes para qualquer eventualidade.
Todos os exercícios são planejados e monitorados de uma terceira sala, onde fica a estação de supervisão da operação. Neste local, os professores utilizam um sistema capaz de checar os erros cometidos pelos alunos, durante a operação portuária.

Fonte: Porto & Mar - A Tribuna