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Presidente da Codesp defende integração Porto-Cidade


O compartilhamento de informações sobre os terminais marítimos e a aproximação do Porto de Santos com os moradores e turistas da região podem acabar com a ideia de que o complexo é um “barril de pólvora”. A perspectiva é do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, que na quinta-feira (28) acompanhou o passeio de escuna gratuito promovido pela Prefeitura de Santos no Canal do Estuário.
Pelo menos 2.740 pessoas participaram da atividade, em comemoração ao Dia do Trabalhador Portuário, celebrado ontem. Ações como essa, acredita Oliva, colaboram para esclarecer dúvidas e derrubar conceitos pré-estabelecidos e “até mitos”. “Existem situações de risco que merecem atenção, monitoramente e controle. Mas é preciso que a população esteja bastante informada para saber o que é real por aqui”.
A menos de 90 dias no cargo e pela primeira vez neste passeio, ele surpreendeu-se com o tamanho da fila de pessoas que aguardavam, desde o início da manhã, pela primeira escuna – o aglomerado se prolongou da Ponte Edgard Perdigão, às margens do canal de navegação, até o Canal 7. Para o presidente da Docas, o interesse mostra a curiosidade pelo Porto, que está em “evidência”.
A opinião é compartilhada pelo secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, José Eduardo Lopes. A Prefeitura, com patrocínio da operadora Marimex, organizaram os passeios, que ainda comemoraram o aniversário da Cidade (última terça-feira) e do Porto (próxima terça). “Diferente dos outros anos, notamos um movimento intenso logo pela manhã. É notável que as pessoas estão mais interessadas”, afirmou.
Lopes não descarta a possibilidade de que os recentes sinistros no complexo marítimo (envolvendo os terminais da Ultracargo e da Localfrio) e ganharam repercussão nacional e internacional fazem parte dessa motivação. Não à toa, durante o passeio, o guia fez questão de destacar onde é que essas instalações estão localizadas, por questionamento dos próprios passageiros.
“Temos que compartilhar a informação para mostrar, de fato, o Porto de Santos. Ele é um gerador de renda para a Cidade, para as pessoas que vivem aqui. Essa relação precisa ser trabalhada para, simplesmente, esclarecer”, acredita o chefe da pasta.
Passeio de escuna
Por quase uma hora e meia, moradores da região e turistas puderam conhecer, gratuitamente, o Porto de Santos por uma perspectiva diferente: navegando pelo Canal do Estuário. A surpresa perante cada navio era logo superada pelo espanto diante do tamanho dos terminais. As mais de duas horas passadas na inédita fila para embarcar foram compensadas com a descoberta do cais santista.
“Depois de muito tempo, eu estou voltando ao Porto. Comecei a trabalhar aqui, mas me tornei corretor e mudei para Praia Grande. Tudo continua espetacular”, conta José Pinto Silva, de 52 anos, que estava acompanhado do sobrinho Caio, de 9. “Eu achei tudo muito grande, muito legal. Gostaria de um dia trabalhar aqui”, disse o garoto.
O tio e o sobrinho chegaram cedo, por volta das 8 horas, mas só conseguiram embarcar na escuna das 10 horas – em alguns momentos, a espera superou as três horas. As férias foram somadas à curiosidade. “(O Porto) tem aparecido muito, por causa dos acidentes. As pessoas estão perguntando aqui onde é que ocorreu aquele vazamento”, comentou.
Do outro lado, estava a aposentada Heliete Rodrigues Herrera, esposa do falecido repórter-fotográfico de A Tribuna Rafael Dias Herrera, um dos precursores da cobertura jornalística portuária na região. “O Porto continua grande, impressionante. Mas a movimentação é notável que é maior”, afirmou.
Para o turista inglês John Hayward, de 71 anos, o principal complexo portuário brasileiro e da América Latina também não está atrás dos que ele encontra no país de origem. “Não vejo muita diferença. Aqui eu notei mais movimentação, mas em termos de estrutura é quase tudo igual”, comparou, já no fim do passeio.
Por volta do meio-dia, a fila para o embarque saia da Ponte Edgard Perdigão e se aproximava do Canal 7. Turista de São Paulo, o técnico em segurança do trabalho João Antônio da Silva, de 41 anos, acompanhado da esposa e três filhos, não pensou duas vezes e resolveu encarar a espera de horas para conhecer o complexo marítimo. “Vimos a movimentação e viemos para cá. Vamos esperar o tempo que for preciso”, garantiu.
Os passeios foram realizados em quatro escunas.
Fonte: A Tribuna - Porto & Mar