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INTTRA avalia: V G M teve implantação suave e players puderam se adaptar


CEO da companhia apresentou um panorama sobre os 40 dias da regra global de pesagem de containers

As novas regras de pesagem certificada de containers – VGM, estabelecidas pela IMO (International Maritime Organization), em vigor desde julho de 2016, parecem já não ser mais um problema para a indústria – pelo menos do ponto de vista da proatividade das empresas em se adequar aos novos procedimentos. Segundo o INTTRA, provedor de serviços eletrônicos necessários para o procedimento de embarque marítimo, o mercado tem realizado esforços consistentes na direção da completa adoção dos requerimentos do órgão mundial de segurança marítima, incluindo adaptações aos sistemas de TI, processos e designações. “Se, por um lado, algumas áreas ainda demandam mais trabalho e dedicação do que outras, o que vemos são todos os intervenientes trabalhando em conjunto para evitar interrupção no fluxo logístico durante essa alta temporada de movimentação de cargas”, afirmou a CEO da plataforma, Inna Kuzetzova. A ferramenta eVGM, lançada pelo INTTRA para suprir as necessidades de compliance dos embarcadores, intermediários e armadores, já está em operação desde que a exigência entrou em vigor no mundo todo, e processa dezenas de milhares de mensagens semanalmente, para centenas de embarcadores e mais de 45 armadores, uma comunidade em pleno crescimento. Em entrevista exclusiva para o Guia Marítimo, Inna Kuzetzova apresentou um panorama da aplicabilidade das novas regras no mundo todo e a forma como a ferramenta eVGM se adequou aos processos, primando pela manutenção de dois princípios: segurança e fluxo logístico.

GM_ Antes da implementação das regras de VGM, o IMO e outras instituições haviam sugerido aos portos, terminais e armadores que adotassem uma abordagem "prática e pragmática" da norma, para que os embarcadores pudessem ter tempo de ajustar seus procedimentos e fazer as mudanças de maneira mais sutil. Essa abordagem aconteceu?

IK_ A implementação das normas varia de acordo com cada país, no entanto vários deles adotaram certa maleabilidade na imposição de multas ou outras ações de obrigatoriedade, de modo a permitirem que os embarcadores se adequassem mais confortavelmente ao processo. Vemos os armadores solicitando o eVGM para containers em carregamento, tal como demanda a nova regra, porém aceitando também a informação de pesagem dos terminais quando não há dados suficientes nas informações fornecidas pelo embarcador. Certamente, essas ações têm sido pragmáticas, no sentido de evitar entraves ao processo de embarque. Uma adaptação como essa leva tempo, especialmente por envolver uma grande quantidade de empresas e pessoas na adaptação às novas etapas do processo, novos softwares e prazos e, de nosso lado, enxergamos um mercado se esforçando para facilitar as melhorias constantes. Assim como vemos também uma serie de embarcadores passando a perceber a necessidade do envio dos dados, e continuamos a receber um grande afluxo desses clientes aderindo aos nossos serviços.

GM_ Quais foram os benefícios do eVGM para os clientes do INTTRA e suas experiências com e sem a ferramenta eVGM nesse processo de adaptação?

IK_ Os clientes do INTTRA puderam contar com a facilidade e consistência de poder encaminhar o VGM eletronicamente para mais de 45 armadores sem a necessidade de fazer qualquer mudança no processo de booking, e sem precisar acessar múltiplos canais ou websites. Para eles, foi também uma vantagem o fato de que a ferramenta INTTRA eVGM já está integrada com uma quantidade significativa de softwares de gerenciamento de transportes (TMS) e outros provedores de serviços logísticos. Fazemos um controle, no qual conseguimos garantir o cumprimento das exigências da regulação e oferecer cobertura para uma vasta gama de cenários envolvendo a estufagem e pesagem de containers quando o serviço é feito por terceiros. E ainda continuamos a acrescentar mais funções ao sistema, com base no retorno e nas solicitações que recebemos dos próprios clientes. De um modo geral, tem sido um esforço bastante conjunto.

Além disso, com base nos vários comentários feitos pelos players do mercado, temos motivos para acreditar que contribuímos de fato tanto com os nossos clientes quanto com o próprio atendimento à SOLAS em toda a indústria global, ao lançar e administrar essa iniciativa INTTRA eVGM. Trabalhamos com em conjunto com 12 armadores líderes mundiais e freight forwarders como facilitadores na padronização dos envios do VGM e no estabelecimento da preferência por soluções digitais de atendimento à norma.

GM_ Durante o primeiro mês de aplicação das normas, houve algum problema que merecesse atenção, até mesmo dos reguladores da IMO?

IK_ Considerando que cada país fez a implementação de maneira diferente (alguns exigiram os envios diretamente aos terminais em vez de fazê-lo aos armadores, outros estabeleceram exigências mais detalhadas), o processo ainda está em implementação no mundo todo. Tenho certeza de que os legisladores da IMO devem analisar as lições aprendidas no mercado e realizar melhorias na consistência das exigências de cumprimento às normas durante este mês. Porém, no final das contas, as duas prioridades foram garantir a segurança das operações e minimizar a interrupção dos procedimentos. E assim continuaremos a trabalhar em conjunto com a indústria, com olhos para essas duas prioridades.

GM_ Como ocorreu a integração das interfaces do eVGM com outros canais de envio dos dados?

IK_ Verificamos uma preferência bastante notável pelo sistema de mensagens VERMAS, em detrimento da integração com as shipping instructions, devido a diferenças de prazos de entrega, e à possibilidade de garantir recursos aos embarcadores para evitar mudanças nos procedimentos que já os atendiam bem. Alguns de nossos clientes, principalmente aqueles que usam softwares de TMS ou de freight forwarding, preferiram a integração via EDI como um canal de acesso, enquanto outros enviaram o VGM via web, especialmente aqueles que operam cargas em menor volume e escolheram evitar possíveis custos advindos integração. Nosso principal objetivo sempre foi garantir aos clientes flexibilidade e opção de escolha pelo canal de envio que melhor atende aos seus próprios negócios.

Fonte: GUIA MARÍTIMO