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BRASIL REFORÇA PARCERIA ESTRATÉGICA COM O JAPÃO


Consolidar a parceria estratégica entre Brasil e Japão e aumentar o comércio bilateral e os investimentos estão entre as prioridades da agenda do governo brasileiro nesta semana em Tóquio.
O secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan, participou nesta terça-feira da 19ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e por sua congênere no Japão, a Keidanren.
“O Japão é um dos principais parceiros estratégicos do Brasil, principalmente em temas relacionados à indústria e à inovação. Nesse sentido, é de extrema importância o diálogo entre o MDIC e o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, bem como a aproximação dos empresários brasileiros e japoneses, na reunião organizada pela CNI e Keidanren. O Brasil vive um novo momento político propício a esses encontros e a essa aproximação entre os dois países”, afirmou Furlan.
“Neste momento, o Brasil precisa abrir mercados para suas exportações, acessar tecnologia via importação e atrair capital para impulsionar o mercado interno, sobretudo com investimento em infraestrutura. O Japão oferece oportunidades nessas três áreas”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.
Nesta terça-feira, Furlan também se reuniu com o vice-presidente executivo da Mitsubishi Motors, Kozo Shiraji, e com executivos da Nissan Motors. Durante os encontros, Furlan destacou as perspectivas de retomada do crescimento econômico e a disposição do governo em criar condições para a atração de novos investimentos.
Nesta quarta-feira (05), Furlan se reunirá com executivos da Toyota e da Honda e encerra sua participação na 19ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão.
Na quinta-feira (06), Furlan participará reunião do Comitê Conjunto para a Promoção do Comércio, Investimentos e Cooperação Industrial com representantes do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI). Entre os temas da reunião está a negociação para a criação um grupo de trabalho para estudo de projeto piloto de Patent Prosecution Highway (PPH) entre Brasil e Japão, que visa acelerar o exame de patentes.
Intercâmbio comercial
De janeiro a agosto deste ano, as exportações brasileiras para o Japão cresceram 2,6% em relação a igual período do ano anterior, passando de US$ 2,9 bilhões para US$ 3 bilhões. A participação do país subiu de 2,3% para 2,5%, posicionando-o como o 6º destino das exportações brasileiras no acumulado do ano.
Já as importações brasileiras do Japão atingiram US$ 2,3 bilhões de janeiro a agosto de 2016, implicando decréscimo de 31,9% sobre o valor de igual intervalo do ano anterior, que totalizou US$3,4 bilhões. A participação do Japão caiu de 2,9% para 2,6%. O país foi o 8º fornecedor estrangeiro ao Brasil no acumulado do ano.
A pauta das exportações brasileiras ao Japão é dividida da seguinte forma: 63,1% de produtos básicos, 20,8% de semimanufaturados e 16% de manufaturados. No acumulado do ano, o desempenho das três principais categorias foi o seguinte: aumento de 5,7% em produtos básicos; queda de 21,4% em semimanufaturados; e aumento de 21% em manufaturados.

Fonte: MDIC