Presidente da CCJ aceita pedido de Onyx para remarcar depoimento

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Ministro foi convocado a comparecer à comissão para falar sobre o decreto presidencial que flexibiliza o porte de armas no país

Carga Refrigerada - Por Reuters

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12 jun 2019, 12h22

Serviços Aeroportuários - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), aprovou pedido do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de remarcar depoimento ao colegiado previsto para esta quarta-feira, apesar de protestos de deputados da oposição que cobravam a presença do ministro.

Clientes - Onyx foi convocado a comparecer à comissão para falar sobre o decreto presidencial que flexibiliza o porte de armas, mas enviou uma justificativa à CCJ na segunda-feira informando que não poderia comparecer nesta quarta-feira pois já tinha compromissos agendados, de acordo com a Agência Câmara Notícias.

Seguro - Apesar dos protestos da oposição, Francischini disse que considerou a justificativa de Onyx justa após se reunir com o ministro nesta manhã, e remarcou o depoimento para a próxima terça-feira.

Trânsito Aduaneiro - “Eu tenho que ser justo com todas as partes. O que mudou foi que o ministro não vai mais escolher a data que vem, ele está à disposição da comissão”, afirmou o presidente do colegiado, segundo a agência.

Tecnologias - O regimento interno da Câmara afirma que as comissões precisam aceitar a justificativa de uma pessoa convocada a depor para não comparecer, ou a ausência será considerada crime de responsabilidade.

REDEX - Deputados de oposição, que cobravam a presença do ministro nesta quarta-feira, acusaram o presidente da CCJ de realizar uma”gambiarra legislativa”.

PSL

Contato - Deputados do PSL decidiram dar o “troco” no ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e não vão blindá-lo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Embora o presidente da CCJ da Câmara tenha aprovado o pedido do ministro da Casa Civil de remarcar depoimento ao colegiado, sua convocação está mantida e, se depender do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ele será tratado como oposição. A ordem ali é para que os parlamentares sejam duros e até provoquem o articulador político do governo.

Serviços - “Nós não vamos afrouxar com Onyx de jeito nenhum. Não vamos cercear o direito de ninguém perguntar o que quiser para o ministro”, disse o líder do PSL, Delegado Waldir (GO). “Nossos parlamentares estão livres para questioná-lo sobre qualquer assunto.”

Serviços Portuários - O PSL tem se queixado de Onyx há algum tempo, mas o auge da irritação ocorreu na sexta-feira, quando o ministro demitiu o ex-deputado Carlos Manato, que é filiado ao PSL e, desde janeiro, ocupava a chefia da Secretaria Especial para a Câmara. Além de dispensar o auxiliar por telefone, o titular da Casa Civil nomeou o ex-deputado Abelardo Lupion, do DEM, para a cadeira de Manato. Onyx também anunciou o desligamento do ex-deputado Victório Galli Filho (PSL), que trabalhava na secretaria comandada por Manato. Foi o que bastou para azedar as relações entre os dois partidos.

Seguro - “Nossos companheiros levaram um chute por defender o governo e foram abandonados em uma decisão unilateral do ministro, que não consultou ninguém, nem mesmo o presidente. Agora, ele precisa arcar com as consequências”, afirmou Delegado Waldir. “Onyx não falou que estaria disponível para as perguntas? Então, que aguente o bombardeio”, emendou o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), também da CCJ.

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/presidente-da-ccj-aceita-pedido-de-onyx-para-remarcar-depoimento/

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